A forma como uma pessoa se comporta, suas reações, gostos e aptidões são características que vêm com alguém desde o seu nascimento. E, em todas as vezes, tudo isso é herdado de seus familiares – tanto o lado positivo quanto o negativo. E é exatamente nesse ponto que trabalha a Constelação Familiar.

É comprovado cientificamente que carregamos informações vividas por nossos parentes, mesmo que eles já tenham morrido. Por isso mesmo, a vivência dos antepassados, crenças, valores morais, doenças e traumas criam uma “memória” que pode afetar filhos, netos, bisnetos, etc.

constelação familiar

Situações como problemas afetivos, endividamento e até doenças podem ser consequência de algo que seus bisavós viveram, sabia? É preciso ter muita consciência de que isso acontece para, então, eliminar a origem do problema.

A terapia constelação familiar é uma grande aliada de quem pretende mudar seus padrões e corrigir comportamentos prejudiciais. A seguir, te explicamos como fazer isso.

O que é Constelação Familiar e como ela funciona



Prática terapêutica que trata questões físicas e mentais, a constelação familiar identifica e corrige as dinâmicas ocultas de uma família. Ela identifica, inclusive, acontecimentos desconhecidos e que podem trazer problemas à vida de uma pessoa.

Trata-se de uma terapia breve, que não exige muitas sessões. Ela funciona com a montagem do sistema familiar, permitindo que a pessoa entre em contato com o campo morfogenético de sua família. Assim, são identificados os motivos que ocasionaram um desequilíbrio nesse sistema.

A importância de constelação familiar é tanta que o Ministério da Saúde adicionou a terapia no rol de procedimentos disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

Uma sessão de constelação familiar precisa da ajuda de um constelador ou facilitador. Primeiramente, ambos conversam para que, então, a pessoa diga que tipo de questão deseja resolver.

Em grupo ou individual, a constelação familiar entende as dinâmicas que fazem parte do sistema familiar. Depois, há representantes que simbolizam os membros da família – podem ser pessoas reais ou bonecos, por exemplo.

A pessoa, então, seleciona os objetos que representarão os integrantes de sua família e os posiciona a partir do direcionamento do campo. A partir dessa movimentação, o constelador identifica onde está o desequilíbrio e inicia um processo para integrar o conflito.

A condução adequada pode ser a integração de alguém que foi excluído da família, a aceitação de algum fato ignorado e até mesmo o afastamento de uma relação desequilibrada.

Como surgiu a constelação familiar



A terapia da Constelação Familiar foi criada pelo alemão Bert Hellinger, terapeuta, filósofo, teólogo e pedagogo.

Suas teorias foram confirmadas na década de 90, com o mapeamento do genoma humano. Ali se descobriu que os genes transmitem memórias ancestrais para gerações futuras.

Segundo o pesquisador, quando alguém nasce, além da herança genética há uma transmissão de informações por campos mórficos. Assim, há influência sobre a vida individual e familiar das pessoas.

Quando essa equação não está equilibrada pode haver problemas afetivos, financeiros, fobias, doenças e tendências suicidas.


É importante dizer que todo tipo de questão pode ser constelada. Basta que você sinta que ela te impede de progredir na vida, se relacionar com outras pessoas ou aceitar sua família.

Buscar um profissional de confiança, sério e experiente é a primeira iniciativa de quem pretende se submeter a uma sessão de constelação familiar. Recomenda-se que, após o primeiro contato com a terapia, o paciente aguarde cerca de seis meses para repetir a experiência, se necessário.

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